domingo, 1 de março de 2009

Gilmar dos Santos Neves





Foto -go



Na foto acima vemos o garoto Gilmar com seus 15 ou 16 anos, quando jogava pelo time juvenil do Flamengo de São Vicente. (foto enviada por Flavio Rocha)

Gilmar, foi o goleiro nais vazado no campeonato paulista de futebol do ano de 1950, defendendo o Jabaquara A.C. de Santos.
Depois veio para o Corinthians e se consagrou. Mas, Gilmar, teve dias difíceis nessa dificil profissão de goleiro.
O goleiro naqueles anos, era um desgraçado. No lugar que ele pisava nem grama nascia, naqueles anos de um futebol ainda primitivo, em qua havia terra proximo a trave e quando chovia ficava com muito barro.
Quando o time perdia o, culpado quando não era só o Juiz, era o goleiro, que era chamado de “frangueiro” ou “gaveteiro”.
Gaveteiro, era o termo usado para quem levava dinheiro para deixar passar bola dos times adversários, facilitando a vitória do adversario. Era só o time perder feio para que as más línguas falar que o goleiro tinha entregado o jogo ao adversário.
Gilmar veio de graça para o Corinthians numa transação entre os clubes, Corinthians e Jabaquara de Santos.

Foto inicio de carreira, Diario Popular 1951

O Jabaquara tinha sido rebaixado para a segunda divisão e o jovem Gilmar, tinha sido o goleiro mais vazado do campeonato paulista de 1950, com 53 gols sofridos.
Na contratação de Ciciá, um negro magro e, centro médio do Jabaquara para o time de Parque São Jorge. Os dirigentes do clube de Santos disseram aos diretores do Corinthians:
-Olha temos esse goleiro que não nos interessa mais. Pode levar ele de contra peso.
E, ele foi, pois o Corinthians que tinha Luiz Moraes (Cabeção) como titular e um reserva. Sempre é bom ter um goleiro a mais. Foi assim que ele desembarcou em São Paulo, a caminho "da fazendinha" Rua São Jorge, zona leste da cidade de São Paulo.
E lá estava Gilmar, que logo foi batizado pelos jogadores corintianos de “girafa” por ser alto.
Um dia Cabeção o goleiro titular se machucou, e Gilmar que vinha fazendo bons treinos foi para o gol. Aquele desconhecido goleiro, que o povo só sabia de sua existência por ter sido o goleiro mais vazado do campeonato paulista do ano anterior, com 53 gols sofridos, estava como titular no campeonato paulista, no lugar de Cabeção.
Um dia a tragédia aconteceu na carreira de Gilmar dos Santos Neves.
Era um jogo com a Portuguesa de Desportos, naquele novembro de 1951, um dia que o ponteiro direito Julinho, estava com o diabo no corpo, marcando quatro gols, naqueles inesquecíveis 7 a 3 para a Portuguesa.
Gilmar foi considerado culpado pela fragorosa derrota. Porem teve algo que podia ser levado como desculpa. Num lance ele teve uma fratura no pulso e assim mesmo foi até o final do jogo. Naquele tempo não se podia fazer alteração.
Gilmar foi vitima daquela conversa fiada e, foi acusado formalmente até mesmo por diretores de “entregar o jogo”.
Foi afastado, e execrado publicamente. Acusado de gaveteiro. Ficou um ano na reserva. Nunca reclamou de nada.
Ficou muito tempo na reserva treinando normalmente no parque São Jorge. Quando o goleiro titular Cabeção se machucou, Gilmar voltou, mas ainda com desconfiança dos diretores, e da torcida, e também comentários da imprensa de um novo fracasso.
Gilmar sempre um homem tranquilo, foi para o gol e se firmou novamente como titular e nunca mais saiu do time. Gilmar foi o responsável por varias vitórias e títulos do Corinthians.
Em 1953 foi convocado pára defender a seleção brasileira no Sul Americano de Lima, (Peru). Entrando no segundo tempo no lugar de Castilho. Defendeu um pênalti. Também na seleção Paulista foi o goleiro titular.

Na decisão do titulo do campeonato brasileiro de seleções no Pacaembu, Gilmar fez miséria de baixo das traves. Os paulistas ganharam e foram campeões. Ao final do jogo Otavio Muniz, repórter da radio pan-americana (a emissora do esporte) foi entrevistar Newton Santos (Nilton Santos), zagueiro esquerdo dos cariocas. Respondendo a pergunta do repórter disse: -Com esse monstro debaixo da trave não tem Cristo que ganhe.
A foto mostra ele formando o trio final com Djalma Santos e Mauro Ramos Oliveira, na Seleção Paulista.
Foto - diario Popular -1957



Em 1954, Gilmar foi o responsável pelo titulo maior do Corinthians. O de campeão paulista do IV Centenário. Antes do jogo contra o Palmeiras no empate de 1 x 1 que lhe deu o titulo, o Corinthians jogou contra a Ponte Preta em Campinas. Gilmar fez miséria debaixo da trave, pegou tudo o que veio pela frente. Foi um ponto importante de vantagem sobre o Palmeiras, o que deu tranquilidade para ser campeão pelo empate já na penultima rodada do campeonato.
Canhoteiro marca o segundo gol do São Paulo na final de 1957
A unica ves que vi Gilmar perder a esportiva foi em 1957, na final contra o São Paulo, que o Corinthians perdeu por 3 x 1. Provocado por Maurinho, ponta direita do tricolor dizendo durante o transcorrer da partida que ia botar uma bola dentro de sua rede. Quando isso aconteceu inclusive num lance muito contestado por impedimento, ao final do jogo de cabeça quente, Gilmar correu atraz do ponteiro, que fugiu para o tunel.







Maurinho vai marcar o terceiro gol do São Paulo naquela final de 1957. Dizem que o ponteiro do São Paulo colocou a bola por entre o meio das pernas de Gilmar. Eu acho que foi ao lado da perna esquerda do goleiro, esse foi o lance que deixou o grande goleiro Gilmar irritado. Ao marcar o gol, Maurinho teria, segundo linguas, passado a mão no rosto de Gilmar dizendo: - Não falei que botava uma ai dentro?











Gilmar fez seu batismo na seleção brasileira em 1953, no sul americano de Lima (Peru), Gilmar era apenas o goleiro reserva, mas teve que substituir o titular Castilho. Defendeu um pênalti. Em Wembley 1956, num jogo amistoso contra a Inglaterra, o Brasil perdeu da Inglaterra por 4 x 2, mas Gilmar, fez defesas impressionantes e o placar poderia ser muito maior. Só não foi porque Gilmar defendeu dois pênaltis. Ali já estava escrito que o Brasil teria um goleiro fenomenal em futuras disputas.






Foi bi campeão do mundo pela seleção brasileira e varias vezes, campeão, pelo Corinthians e Santos.
Alem de um grande jogador, foi um cavalheiro, Tinha uma coisa que poucos mostraram, Ética.









Na copa de 1966 da Inglaterra, ficou na reserva de manga do Botafogo.
Na foto ele abraçando Pelé depois do jogo final com a Suécia, em 1958.
Devido ao fracasso do goleiro Manga, ele jogou contra a Hungria. Era constantemente provocado por parte de alguns da imprensa para criticar o goleiro Manga pelo fracasso do jogo contra Portugal. Mais uma vez foi ético defendendo seu colega de profissão.


Depois de muitos anos de Corinthians, Gilmar teve seu passe vendido ao Santos F.C, em Dezembro de 1961.





Clubesque jogou: Jabaquara, Corinthians e Santos; Títulos: Campeão paulista em 1951, 1952 e 1954 e do Rio-São Paulo em 1953 e 1954, pelo Corinthians.





Pelo Santos, foi campeão paulista em 1962, 1964, 1965, 1967 e 1968, Rio-São Paulo em 1963, 1964 e 1966, Taça Brasil em 1962, 1963, 1964 e 1965, Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1968 e Libertadores e Mundial interclubes em 1962 e 1963,pelo Santos e Copa do Mundo em 1958 e 1962, pela seleção brasileira.



Em 1958, já titular absoluto da seleção brasileira, e no auge da fama Gilmar estava pensando no futuro. Sabia que a carreira de jogador de futebol era curta e que mais curta ficaria de tivesse uma perna quebrada, ou qualquer outra coisa que o impedisse de jogar. Então foi ao governador de São Paulo Jânio Quadros pedir um emprego publico. Jânio lhe disse: - Vá, e volte campeão. O emprego terá.
Já campeão do mundo, Jânio cumpriu a palavra, e Gilmar já era mais um funcionário publico. Numa reportagem de A Gazeta Esportiva, mostrava a foto do mais famoso barnabé do funcionalismo publico paulista. Até quando foi esse emprego não sei.



Em 1969, o técnico do selecionado brasileiro João Saldanha, convocou o goleiro Gilmar dos Santos Neves, só estava sendo convocado por um motivo: - Completar 100 jogos com a camisa de goleiro da seleção, camisa essa, que ele já vestiu por 99 vezes, segundo os arquivos da C.B.D. (confederação brasileira de futebol). Ia jogar pelo menos 10 minutos e depois cederia seu posto a, Felix, que estava cotado para ser o titular do gol brasileiro para a copa do mundo de 1970.
Gilmar já estava pensando em sua aposentadoria no futebol, pois já estava com 38 anos e, ia completar 39 em agosto. O jogo que ele vestiria a camisa da seleção pela ultima vês, seria em 12 de Junho daquele ano de 1969, contra a Inglaterra. Nesse ano havia um a novidade em termos de seleção brasileira. O radialista e comentarista esportivo da Radio e TV Globo foi indicado como técnico. Alguma coisa diferente já estava acontecendo. Os jogadores tinham sido convocados, e o time titular era anunciado com antecedência.



Gilmar treina duro para jogar pela ultima vez pela seleção 12 junho 1969. (foto jornal da tarde)








Nas viagens pelo exterior os jogadores foram sempre motivo de curiosidade por parte de torcedores, como essa jovem que quis conhecer o goleiro bem de perto

















Gilmar dos Santos Neves, com a camisa do Palmeiras. Foi em 1962, numa excursão em que os dois times, Palmeiras e Santos estavam fazendo pelo exterior. Na impossibilidade de contar com os dois goleiros, para um determinado jogo,
o Santos permitiu que seu goleiro titular ficasse no banco de reservas do Palmeiras para qualquer eventualidade.








* Encerrou sua carreira vitoriosa e exemplar em 1969. Passou então a dedicar-se mais à sua esposa Rachel e aos filhos Rogério e Marcelo. Entrou para o mundo empresarial sendo sócio-proprietário de revendas da marca Chevrolet, onde obteve também sucesso no mundo dos negócios. Foi presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais e também Secretário Municipal de Esportes, além de em 1983 ter sido coordenador da seleção principal de futebol.Hoje, vive com sua esposa em São Paulo e se recupera de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) que o afastou do mundo dos negócios. Sua recuperação é lenta, mas constante, o que nos faz acreditar que ele deva conseguir superar mais esse obstáculo em sua vida. Atleta, empresário, pai de família exemplar, Gylmar é uma dessas unanimidades do futebol brasileiro, pois consegue até hoje o feito de ter agradado a todas as torcidas. Fora o fato do reconhecimento internacional, onde ele foi um dos ganhadores do prêmio que a Fifa ofereceu aos cem maiores jogadores de todos os tempos. Gylmar mereceu essa homenagem, pois se fosse feita uma lista só de goleiros, ele estaria entre os três melhores de nossa história. Para muitos, assim como sua camisa, o número 1."


* Texto do site www.miltonneves.com.br





Apesar de eu, Mário Lopomo, ser palmeirense, Gilmar foi meu grande ídolo.


Jamais vi um goleiro fazer defesas tão sensacionais como ele.


Era um goleiro de grande elasticidade.


Qualquer um de agora chamado de santo, não chegou aos pés dele.


Ass. Mário Lopomo

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

DE CAMINHONEIRO A GOLEIRO


No ano de 1940, um caminhoneiro vinha sempre a São Paulo trazer frutas com seu caminhão Chevrolet Gigante, com capacidade de três toneladas ao mercado municipal. Quando isso acontecia no domingo, ele aproveitava para ver os jogos do Palestra Itália.
Em Sorocaba já era goleiro da várzea, depois foi para o Fortaleza um time amador que disputava o campeonato na sua cidade de Sorocaba.
Tornou-se profissional no São Bento de Sorocaba. Quando vinha a São Paulo para trazer as frutas deixava o seu gigante, estacionado na avenida Água Branca, hoje Avenida Francisco Matarazzo para ver seu ídolo o, goleiro Jurandir titular do, Palestra Itália jogar naquele ano de 1940. E foi observando Jurandir que ele foi se aprimorando como goleiro.
Esse caminhoneiro era Oberdan Catani, que veio para o Palestra e acabou jogando junto com Jurandir, que acabou sendo seu reserva.
Também na seleção brasileira Jurandir foi reserva de Oberdan em Santiago do Chile no ano de 1945.
Oberdan jogou pelo Palmeiras pelo menos 13 anos, pelos registros, Oberdan fez seu primeiro jogo quando o Palmeiras ainda era Palestra Itália, em 30 de março de 1941, num jogo contra a Portuguesa Santista pelo campeonato paulista vencendo por 2 x 0, e seus colegas que com ele entraram em campo formaram assim o time do Palestra.
Oberdan, Carnera, Junqueira, Carlos, Oliveira, Del Nero, Macaco, Canhoto, Capelozi, Lima, Pipi.
E no ano seguinte 1942, foi campeão paulista, pelo Palestra / Palmeiras, que justamente no jogo final do campeonato daquele ano estava mudando para Palmeiras. E foi campeão novamente em 1947.
Também jogou nas seleções paulista e brasileira, mas na copa do mundo de 1950, ele não foi convocado, pois tinha quebrado a clavícula estando no estaleiro.



No ano de 1950 voltou a ser campeão pelo Palmeiras sendo esse seu ultimo titulo, paulista. No ano de 1951 foi campeão da copa Rio o, verdadeiro campeonato mundial de clubes, em que os verdadeiros campeões de vários paises europeus aqui estiveram na disputa.
Seu ultimo jogo com a camisa do Palmeiras que se tem noticia, foi em 21 de Janeiro de 1954, pelo campeonato paulista de 1953, contra a Portuguesa de Desportos quando o placar foi de 2 x 2, formando assim:
Oberdan, Salvador, Cação, Waldemar Fiúme, Manoelito, Dema, Liminha, Humberto, Berto, Jair Rosa Pinto e Lima - Técnico: Cláudio Cardoso.
Oberdan ainda é vivo já com mais de oitenta anos e é reivindicado uma estatua para ele no jardim de parque antártica, só não colocada ainda pelo fato de não ter jogado apenas no Palmeiras, como manda o estatuto do clube. Oberdan, terminou sua carreira no Juventus da Mooca em 1955.

Placa em homenagem a Oberdan na sala de trofeus do Palmeiras

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Fotos Historicas do Futebol

(Fotos arquivo do Jornal Ultima Hora)







Gilmar e Yashin, goleiro da união Soviética que disputaram a copa do mundo de 1958. Numa foto de 30 / 06 1961. A União Soviética era o enigma da copa da Suécia. Somente em campo é que foi possível ver que a seleção brasileira indiscutivelmente o melhor

Leônidas da Silva ao lado de Zezé Moreira numa foto de 10 de junho de 1952. Leônidas já tinha parado de jogar e Zezé Moreira era técnico da seleção brasileira que foi campeão do Pan Americano do Chile neste ano. Foi nesse Pan Americano que o Brasil deixou de usar a camisa branca com gola azul. Foi o inicio da camisa canarinho, batizado pelo narrador Geraldo José de Almeida. Leônidas foi o grande jogador da copa de 1938, quando surgiu para o mundo como um grande astro do futebol Bretão. Foi apelidado de diamante negro, que teve o nome registrado pela fabrica de chocolates Lacta, que pagou ao jogador, para usar seu apelido. Veio para São Paulo depois de jogar por vários anos no Rio de janeiro, aonde chegou a ser preso por estelionato. Falsificou documento seu.
Praticamente acabado para o futebol foi contratado pelo São Paulo F.C, numa aposta de Paulo Machado de carvalho o presidente São Paulino. Era o chamado bonde de 200 mil réis uma fortuna naquela época. Foi o responsável pelo maior publico no estádio do Pacaembu, em sua estréia pelo São Paulo. Quando marcou um gol com o corpo deitado no ar, puxando a bola com um dos pés, chamado pelo locutor esportivo Geraldo José de Almeida, como gol de bicicleta, voltou a ser famoso, e levou o São Paulo a grandes vitórias e títulos. Campeão de 1945-46-48-49, parando de jogar em dezembro de 1950. Mais tarde foi contratado pela empresa de radio difusão Pan Americana chamada de emissora dos esportes, como comentarista esportivo, em 1956.
Zezé Moreira continuou como técnico até 1954 quando o Brasil foi derrota impiedosamente pela Hungria por 4 x 2, nas quantas de finais, e Zezé levou uma cuspida na cara do meia esquerda da Hungria Posas, que não tinha jogado aquela partida por estar machucado, ele que era a maior estrela da seleção Magiar.

Garrincha e Mazzola, no Hotel Hindaz na Suecia, ouviam um LP na vitrolinha matando saudade da musica brasileira. A bossa nova estava em seu inicio.








Já como Bi campeão mundial 1958-62,

Garrincha é recebido pelo presidente João Goulart, logo atras esta o goleiro reserva Castilho.

Segundo Belini, Garrinha era o jogador mais simplório que ele viu no futebol. Um dia conversando comigo no campo do Canto do Rio clube de várzea do Itaim, por ocasião de um jogo de veteranos. Ele me disse que na ida para treinar na Suécia o ônibus passava por fazendas que tinha uma mata era muito grande. Garrincha saiu com essa: Belini, já pensou eu ai com uma gaiola e um assalpão, quantos passarinhos eu não pegaria?



Garrincha e Elza Soares. Tudo ia normalmente na concentração do selecionado brasileiro em 1962. Foi quando a cantora Elza Soares foi fazer um show para alegrar os jogadores, que Garrincha se apaixonou por ela. Daí para frente muitas coisas aconteceram na vida dos dois. Elza foi a responsável pelo contrato de Garrincha com o instituto brasileiro do café, para que ele divulga-se nosso produto no exterior. Algo não deu certo e ela pagou caro. Teve até que deixar o país no momento mais difícil da ditadura militar. Essa relação foi muito tumultuada, com Garrincha já no ostracismo bebendo demais, e agredindo ela, fisicamente.
Garrincha surgiu no Botafogo em 1953. No treino inicial deu um baile no lateral esquerdo Newton Santos, que tinha sido vice-campeão mundial em 1950. Já era considerado enciclopédia do futebol. Ao final disseram a ele: Você sabe quem esse jogador que você deu um baile? É nada mais na da menos do que o Newton Santos.
E daí, eu canso de dar show no João lá em pau grande e nunca disseram nada. Respondeu ele. Se ficasse a cargo de João Carvalhais, psicólogo da seleção Garrincha não jogaria aquela copa. Brilhou em 1958, e foi praticamente o responsável pela conquista do bi campeonato. Depois do fracasso da seleção em 1966, Garrincha veio para o Corinthians onde já não era mais o mesmo. Teve curta carreira no Flamengo ao final de sua carreira.
Daí ao abandono tendo ele morrido na sarjeta em janeiro de 1983, quase como desconhecido não fosse uma enfermeira que o reconheceu. Foi a alegria do povo no gramado, e, tristeza nas paginas dos jornais.




Bellini – brincando com seu sobrinho, logo depois de se tornar campeão do mundo pelo Brasil e como capitão da equipe. Aquele que levantou a taça pela primeira vês. Em 1958, Hideraldo Luiz Bellini, era ídolo do Vasco da Gama, em São Paulo um emérito desconhecido que aos poucos foi ganhando a simpatia e a confiança de todos, não tinha a mesma classe do nosso Mauro Ramos de Oliveira, mas não brincava em serviço suas firmes atuações o colocaram na equipe. Nos anos 1960 veio para o São Paulo F.C, sagrando-se vice-campeão em 1967














Vicente Feola e Paulo Machado de Carvalho, dois velhos companheiros desde os anos 1940, tanto no São Paulo onde Feola, era técnico e Paulo Machado de Carvalho chegou a ser presidente. Na seleção brasileira os dois também trabalharam desde o final dos anos 1940. Decepção em duas copas como participes da comissão técnica, mas em 1958 Paulo Machado de carvalho ganhou o posto de chefe da delegação com carta branca. Ao contrario de seus antecessores que mandavam fazer isso e aquilo. Paulo de carvalho organizou um conselho composto de jornalistas para organizar os trabalhos. Sua tese era de que o jogador tinha que ser antes de tudo, homem. Toda a infra-estrutura foi colocada à disposição dos jogadores, como duas novidades. Teve dentista, e psicólogo.






Pelé é condecorado pelo ministro das relações exteriores Magalhães Pinto, com a ordem do Rio Branco, Pele brilhou no Bi campeão mundial de clubes, pelo Santos 1963-63 e, na seleção brasileira, foi três vezes campeão mundial. Sendo bi campeão em 1962-63. Em copas do mundo marcou 12 gols. E em toda sua carreira fez 1248 gols.













Tostão com o olho operado, em dezembro de 1969. Tostão jogando contra o Corinthians no Pacaembu. Ditão zagueiro do timão deu um chutão para onda estava virado, era uma noite chuvosa e a, bola cheia de barro batei na vista de Tostão, deslocando a retina.
Sua participação na copa de 1970 estava ameaçada. Ao final jogou e muito bem. Foi o responsável pela jogada que deu origem ao gol de Jairzinho contra a Inglaterra, naquele magro 1x0. Depois do termino da copa do mundo, ofereceu sua camisa de campeão ao medico Dr. Abdala, que o operou.





Telê Santana no chuveiro do maracanã, com Romeu depois de um jogo do Fluminense, em fevereiro de 1952. Telê era ponta direita, um dos primeiros a jogar mais recuado buscando jogo. Ordem de Zezé Moreira mais tarde, adotou a tática do ferrolho Suíço.

Telê quando jogava na ponta direita do Fluminense e, era o terror do narrador esportivo Ari Barroso, que dizia: - Lá vai o Telê. Não quero nem ver




Transmissão da copa do mundo de 1958, em frente à redação do jornal Ultima Hora, o povo ouvia a Radio Bandeirantes que tinha o apoio do jornal. O placar colocado na fachada do prédio da avenida Prestes maia, proximo ao viaduto Santa Ifigênia, marcava Brasil 2 x 1 Suécia. O Brasil acabava de marcar o segundo gol o povo vibra e, o menino esta colocando o numero dois, no placar Radio Bandeirantes - Jornal Ultima hora.








Didi, técnico da seleção do Peru na copa do mundo de 1970. Vinha fazendo um bonito papel naquela copa. Estava crente que ia fazer bonito contra a seleção brasileira que tanto defendeu desde a copa de 1954 até a copa de 1962. Sua seleção Peruana perdeu de 4 x 1, porque seu goleiro Quirinos deixou passar alguns frangos. Didi ficou muito abatido com a derrota.













Gerson – o canhotinha de ouro da copa de 70, que defendeu o Botafogo e a seleção brasileira, era um jogador bastante familiar. Aqui ele batia uma bolinha no portão de sua casa, ao lado de sua família em Niterói. Seu sogro era seu orientador. Era ele que fazia os contratos do meia da seleção.
Gerson vinha sendo muito criticado na seleção chamado de pipoqueiro na copa de 1966, mas desencantou na copa seguinte no México jogando recuado fora se sua posição normal. foi um gigante no meio de campo, marcando passando a bola redondinha e fazendo lançamentos de quarenta jardas no pé do companheiro.









Agosto de 1958 - Banquete em homenagem aos campeões do mundo, na mesa a taça Julis Rimet o, presidente da CBD, Sr. João Havelange, o presidente da republica Juscelino Kubistchek e demais convidados.





Amarildo centrou e Mazzola marca de cabeça contra o Santos no maracanã pelo campeonato mundial de clubes em novembro de 1963. O Milan vencia o jogo no primeiro tempo. Ai caiu uma chuva forte e o canhão de Pepe funcionou. Ao final foi 4 x 2 a favor do Santos. Pelé na jogou, mas Almir pernambuquinho fez o diabo em campo. Em seu livro de memórias, Almir disse que estava com um tubo de bola na cabeça.





Puskas e Evaristo. Antes de um jogo do Honved, base da seleção da Hungria que brilhou na copa do mundo de 1954 na Suíça. Devido à invasão da União Soviética no país Húngaro o time do Honved aproveitou para fazer uma excursão pelo mundo afora. Esteve no Brasil em 1957. Apesar dos apelos do governo para retornar a pedido dos invasores, eles desobedeceram e continuaram jogando. Em dois jogos com o Flamengo ouve duas goleadas de 6x4 a primeira a favor o Honved, e a segunda no Pacaembu a favor do flamengo pelo mesmo placar.
























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Nas fotos, o jogo Bangu 3 x 0 Flamengo dia 18 de dezembro 1966. O Bangu sagrou campeão num jogo que não chegou ao fim pelo fato de Almir Pernambuquinho ter arrumado a maior confusão que terminou em pancadaria, tendo o Flamengo, cinco jogadores expulsos de campo.







Zagalo com sua filhinha numa foto de 11 de setembro de 1959. Mário Jorge Lobo Zagalo, seu nome completo é diretamente associado ás grandes conquistas do futebol brasileiro. Campeão do mundo em 1958-62 era um jogador inteligente, que não aparece tanto para a torcida, mas é de grande importância tática dentro do esquema armado por Feola em 1958, um 4- 2- 4, com variação para 4- 3- 3. Zagalo era o homem encarregado de se deslocar do setor ofensivo para o meio do campo. Zagalo sempre atuou em grandes clubes de futebol do Rio de Janeiro, tendo jogado ao lado de grandes nomes da época de ouro do nosso futebol. Em 1970 foi chamado para substituir João Saldanha na direção técnica da Seleção que disputaria a Copa do México, voltando como tri campeão. Em 1994, lá estava ele, como auxiliar técnico de Carlos Alberto Parreira e lá estávamos nos, tetracampeões mundiais. Polemico, supersticioso, chamado de retranqueiro por alguns, de teimoso por outros, Zagalo é referencia obrigatória em qualquer biografia do futebol brasileiro.


Treino da seleção brasileira em 1962, nas paineiras











































































































































































quarta-feira, 2 de julho de 2008

Futebol de Varzea


Time do Texas, ano de 1958.


Paulinho, sem uniforme, Eu, Waile, Ditinho, Zá Braga, Vadão, Gilberto e Paulo Pacola, diretor esportivo.


Zezinho, Ari, Portugues, Pacolinha e Manoel.
Foi ai que Paulão (Pacola) achou minha posição, Até então eu pensava que era ponta direita.







Eu, Zé braga, Pacolinha, Vadão, Chiquinho, e Ditinho (sem uniforme).


Agachados: Arica, Zezinho, celso, Paulinho e Gilberto. Chico (deitado)



















Alguns nomes são esquecidos. Mas dá para se lembrar de alguns. o segundo uniformisado é getulio, Depois Chicão. eu de goleiro, e o ultimo em pé Simão.


Agachados. Juca, Odair, Dolly, Negão e Ferreirinha.











Nesta foto, Eu, de goleiro depois, Zé Luiz, seu Luiz, e Assis. Dos agachados me lembro do nome do ponta esquerda Batista.




















Aqui um lance de uma partida do Juventus em seu campo ao lado do corego da traição, onde 10 anos antes era o campo do Texas.
O goleiro sou eu. Assis atento,enquanto Bisunga sobe de cabeça para aliviar a jogada.
















Eu no gol do Juventus, da Vila Olimpia. Aqui o campo era do lado do Brooklin Novo, de onde hoje é a Avenida Luiz Carlos Berrini.












Time do Mandril ano 1960, na cidade de Caieiras, zona Oeste da grande São Paulo. Zé Luiz, Chicão, Carlos, Alemão, Eu goleiro, Getulio, maneco e ChicãoII, goleiro do primeiro quadro.


agachados. Bisunga, Odair, Negão, e dois nomes desconhecidos.




Ai eu no gol, lá em Caieiras atento a jogada.
























Foto de 1960, campo do Melhoramentos, em Caieiras.


Fabrica de papel e celulose, daquela cidade da grande São Paulo.













Este é o time do SAPIQ, uma fabrica de oleo de mamona da Vila Olimpia, que jogava aos sabados no campo do Canto do Rio no Itaim Bibi.


Eu de zagueiro na melhor forma, como zagueiro, depopis Dilson, Odilom, Anisio de goleiro, ele que era centro avante doprimeiro quadro, carlinhos e Ferreirinha. Agachados. nome desconhecido, Ademar, João Bodinho, Nilson e Gazal.













O time do Sapiq, com poucas modificações. Paulo o segundo uniformizado, o ultimo não uniformizado é Serafim, que jogava de beque central do segundo, e era o presidente do time.


Eu ai, estou na ponta direita. Gui, é o centro avante Tião na meia esquerda e Ferreirinha.


Esse dia ganhamos de 1 x 0. O gol foi de minha autoria. Um gol nunca se esquece.












Bola fora. Eu só acompanho a trajetoria da "pelota" Lá traz o Zé (José Ignacio)















Aqui o ponta esquerda adversario encoberto pela trave marca um gol em mim cara a cara. Não seu para fazer nada. Bola Indefensavel. Mas de vez em quandopassava cada uma...















Este jogo foi no campo do Marechal Floriano no campo do Itaim. Ao final da Rua Leopoldo Couto de Magalhães Junior.

















Eu no gol com grande atuação. Essa bola não entrou. Ela bateu no travessão. Osvaldo Ballota, agachado ao lado da trave só olha.

















Deixa que é minha, gritei para o Bertinho que vinha que nem louco. encaixei a bola enquanto o adversario se jogou ao chão com raiva de não ter chegado antes de mim.















Aqui o Zé marcou um gol contra. Foi num escanteio a favor do adversario.






Ele foi tentar tirar e a bola pegou do lado esterno da chuteira, e foi para o fundo da rede. Eu consolo ele. Tudo bem Zé, quem sabe você marca outro. A favor, é logico. Osvado Ballota, pensativo cossa o pescoço.




José Ignacio Alves, foi meu lateral esquerdo em varias oportunidades e em trez times, Sapiq, (foto) Flamengo da Vila Olimpia, e Congregação Mariana da Vila Olimpia, tanto no futebol de campo como no de salão. onde alem de jogar, eramos diretores. Eu cecretario geral e ele secretario adjunto. Fomos amigos dede criança. Em 1984 30 de Junho jogandobola com amigos (uma pelada) com seu filhoassistindo na beira do campo seu coração parou depois de se sentir mal e deitar a beira do campo. Morreu muito jovem aos 40 anos aproximadamente. Foi um grande amigo.