sexta-feira, 13 de março de 2009

WALDEMAR FIUME












Waldemar Fiume .

O "PAI DA BOLA"

ELE Veio para o Palmeiras, em 1940.






Entre as décadas de 40 e 50, era chamado de o pai da bola, porque durante a carreira de 17 anos passou por várias posições. Começou como meia direita, passou a volante e terminou na quarta-zaga. Jogou só no Palmeiras até 1958. Veio da varzea do Glicerio no final da decada de 30 numa peneira em meio a muitos outros. De todos, porém, o que maior projeção viria a ganhar seria um jovem magro, alto, esguio e de enorme habilidade. Meia direita, teve de jogar por dois anos no time de aspirantes, e em 1942 então passou a ter suas primeiras chances no time principal, quando formou a ala direita com Cláudio Cristovam Pinho. A guerra de nervos que o São Paulo F C, fez à época da decisão do Campeonato Paulista de 1944, acabou tendo uma influência decisiva na carreira de Waldemar Fiúme. Numa manobra junto à federação, a diretoria do adversário palmeirense na grande final conseguiu suspender daquela partida o volante Dacunto, peça fundamental no esquema do então técnico palmeirense Bianco. Sem outra opção, Fiúme foi deslocado para o setor e, em campo, deu um show de bola, sendo inclusive eleito o melhor em campo naquela partida. Exercendo marcação individual sobre o são paulino Sastre, o eterno craque alviverde abriu caminho para que Caxambu, por duas vezes, e Villadoniga construísse o placar de 3 a 1. Ainda por cima, Valdemar Fiúme descobriu uma nova posição, a de zagueiro, ao qual seu rendimento era ainda maior do que na meia direita. Até hoje o São Paulo se arrepende do que fez. Além de tudo isso, todos os palmeirenses presentes no estádio, criaram uma marchinha em cima do maior sucesso do carnaval de 1944. Na marchinha "Eu brinco", de Pedro Caetano e Claudionor Cruz, o refrão dizia: "Com pandeiro ou sem pandeiro, eu brinco!". Já a letra dos palmeirenses ficou assim: "Com Dacunto ou sem Dacunto, eu ganho!" O São Paulo se arrependeu amargamente da tentativa de desestabilizar o adversário.
Este time é de 1949, num jogo contra o São Paulo F C.
Em pé: Turcão, Mexicano, Túlio, Sarno, Lourenço e Valdemar Fiúme. Agachados: Harry, Canhotinho, Bóvio, Jair Rosa Pinto e Lima. Esse time palmeirense jogou contra o São Paulo no dia 23 de outubro de 1949. A equipe alviverde, que era comandada por Ventura Cambon, perdeu por 4 a 2, no Pacaembu.










Waldemar Fiume, foi campeão Paulista (42, 44, 47 e 50) Torneio Rio São Paulo (51), da Copa Rio (51) A foto mostra seus colegas Canhotinho e Liminha no momento do segundo gol do Palmeiras no jogo final contra o Juventus da Italia na Copa Rio (campeonato mundial de clubes)


Ele fez questão de jogar única e exclusivamente no Palmeiras até o final de, sua carreira.
Porque essa decisão?
Porque Waldemar Fiume logo no inicio de sua carreira teve uma tuberculose e o Palmeiras custeou todo o tratamento, durante meses e também sua recuperação para poder continuar a jogar futebol. Naquele tempo havia muita gratidão por atos como esse.
Gratidão essa dito por ele, em uma entrevista já no inicio dos anos 1950. Mesmo assim ele continuou fumando, que era uma queixa de sua esposa, numa entrevista ao jornal A gazeta Esportiva.
Era um jogador disciplinado e nunca tinha sido expulso de campo. Até que uma vez quase ao fim de sua carreira por um engano do arbitro ele foi expulso, mas depois o arbitro percebeu o erro e retirou a suspensão. O jogador expulso, era Waldemar Carabina.

Waldemar Fiume










É um dos poucos que tem um busto no jardim do clube ao lado de Ademir da Guia e Junqueira.
































Era um jogador versátil e disciplinado taticamente.
Depois que parou de jogar Waldemar Fiume ficou como dono de uma gráfica que era propriedade de seu pai. A Gráfica Fiume, no bairro do Cambuci.
Já nos anos 1980, o conheci pessoalmente no prédio do meu sindicato que era cliente daquela gráfica, dei uma carona para ele e a conversa foi futebol. Muita historia, eu ouvi no percurso que não era longo. Era uma pessoa muito educada.
Waldemar Fiume, Nasceu em São Paulo, 12 de outubro de 1922 e, faleceu a 6 de novembro de 1996, do coração em 1996 .


Fotos no correr dos anos.

1950.








Despediu-se Fiúme.
Como fora anunciado, o extraordinário Waldemar Fiúme despediu-se oficialmente, sábado, do football. depois de 17 anos no Palmeiras (Palestra), onde, vindo do Bangu, da várzea, foi figurar diretamente no posto titular da meia-direita, Fiúme, agora, encerra quase que injustiçado uma das carreiras mais brilhantes de que se tem conhecimento, no football brasileiro. Injustiçado porque, apesar de figurar como o melhor homem de seu posto, incontestavelmente, em todo Brasil, jamais teve a oportunidade digna de suas qualidades, em qualquer das seleções que se formou em todo esse largo período de tempo, seja nas paulistas, seja nas brasileiras. Dono de incomum consciência de jogo, Fiúme aliava à sua classe inegável, a fibra e o “coração” dos amadores, sempre aparecendo como um dos mais lutadores craques do Palmeiras, qualquer que fosse a forma por que passasse a equipe. Médio dos mais completos, dizem-no uma vítima das “táticas”, quando, em verdade, foi-o, sim, de sua inabalável modéstia e simplicidade, num meio em que a valorização parece estar inseparavelmente ligada às encenações e a “mascara”, que Waldemar Fiúme jamais soube afixar ao seu jogo e o seu temperamento. Nas fotos, vários aspectos de sua despedida e das homenagens que lhe foram atribuídas. Ao entrar em campo, perfilou-se em fila indiana, no meio dos dois quadros. Saiu da formação, juntamente com o capitão do Palmeiras, Ivan, indo entregar simbolicamente a sua chuteira ao mordomo, que outro não é senão o filho do saudoso Tamanqueiro, que o viu nascer dentro do football. Depois de dar a volta olímpica, escoltado pelo capitão esmeraldino, Fiúme saiu entre a formação dos jovens da preliminar. Após o prélio, foi descerrar a bandeira do Palmeiras que cobria o busto, num local de evidência do Parque Antártica. Na ocasião, falaram diversos diretores esmeraldinos, sob a emoção de numeroso público que não regateou aplausos ao seu ídolo. Ídolo que não foi só do Palmeiras e exemplo que deveria germinar em todos os clubes do país campeão do mundo, para mais dignificá-lo, para mais engrandecê-lo.
texto sem referência de autor - recorte de jornal

A ultima volta olimpica. depois de dar varias vezes a volta olimpica da vitoria de titulos, ele dava a volta olimpica se despedindo do publico que pela ultima vez foi ve-lo em campo vestindo a gloriosa camisa alvi verde.
Waldemar Fiúme
A Bola Perde seu Pai

Em 6 de novembro 1996, passado o verde e o branco de nossas camisas se escureceram, de luto. Aos 74 anos, morreu em São Paulo um dos maiores craques da história do Palmeiras, Waldemar Fiúme, um jogador que apenas os mais antigos tiveram a sorte de ver jogar, e jogar tanto, que não poderiam mesmo ter-lhe dado outro apelido que não o de "Pai da Bola".
Waldemar Fiúme era paulista de São Paulo, onde nasceu em 12 de outubro de 1922. Começou sua carreira nos antigos campos da Várzea do Glicério, onde seu estilo alto, esguio e de enorme habilidade chamou a atenção de um fanático torcedor palestrino, que em 1940 o levou para o Palestra Itália. O meia que depois foi volante e que em seguida se fixou na quarta-zaga, sendo absoluto em todas elas, viu o Palestra Itália morrer líder e o Palmeiras nascer campeão. Nas duas décadas que atravessou vestindo as nossas cores, aliás as únicas de toda a sua carreira, ganhou inúmeros títulos, com destaque para a Copa Rio de 1951 e os Campeonatos Paulistas de 1942, 1944, 1947 e 1950. Por toda a sua dedicação ao clube ganhou em 1956 a edificação de seu busto em bronze nos jardins do Palestra Itália.

Mas fazia já algum tempo que Waldemar Fiúme não estava bem. Sérios problemas com a sua circulação sangüínea limitavam seus movimentos. Não havia outra solução senão a amputação de suas pernas, totalmente comprometidas pela gangrena. Fiúme, porém, retardou a cirurgia o máximo possível, a fim de que tivesse tempo de receber mais uma homenagem do Palmeiras, o que aconteceu em setembro último, na festa dos veteranos do clube. Em razão da idade já avançada, ele suportou bem a cirurgia, mas não o período seguinte.

Um comentário:

Celio da Silva Gamba disse...

Esse eu vi jogar, era um craque de verdade como se diz no popular era um monstro. Ser craque era ser WALDEMAR FIUME... nada mais a falar.